Raimundo Lúlio desenvolveu a sua "Arte" como uma alternativa à ciência aristotélica, dominante no seu tempo. Lúlio não foi um escolástico, pois defendia precisamente aquilo que as Escolas rejeitavam: uma ciência universal. Ruiz Simon apresenta nestas páginas os motivos pelos quais a "Arte" luliana interessou os pensadores do séc. XIII ao séc. XVII e que voltam agora a cativar a filosofia: é um pensamento vivo que parte da observação da própria subjetividade. Usando a técnica e a argumentação escolástica, Lúlio fundamenta sua Arte no real: não parte dos conceitos para atingir a realidade, mas da própria realidade. Assim, se seguirmos este magistral estudo de Ruiz Simon, não nos será difícil compreender a imcompletude da metafísica aristotélica, a função de descoberta de hipóteses, a concordância entre teologia e filosofia, e as demonstrações típicas lulianas, como a demonstração por equiparação. O leitor perceberá, sobretudo após a leitura do capítulo "A nova ciência luliana, a velha ciência aristotélica e a filosofia moderna", que a posição luliana coincide em muitos pontos com a crítica feita pela filosofia moderna à escolástica. Clique aqui para ver o índice.
Servindo-se do pensamento aristotélico, de algumas observações científicas e de outros autores modernos, sobretudo Hegel, mas também Husserl e Heidegger, Polo analisa basicamente a estética e a analítica transcendentais de Kant, principalmente o conhecimento sensível e a realidade do espaço e do tempo, assim como a distinção sujeito-objeto no conhecimento intelectual. Pólo reconhece a grandeza de Kant, mas ao mesmo tempo lhe aponta seus erros e oscilações. Todos os estudiosos de Kant deveriam conhecer este livro.
LIVRO A CULTURA DO MERCADOR NA BARCELONA DO SÉCULO XV de Jaume Aurel e Alfons Puigarnau 357 páginas Língua: Português Tradução: José Higuera e João R. Costa e Silva Editora: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio” (Ramon Llull) ISBN: 978-85-89294-13-3 Colecão: História Nº da Edição: 1ª Ano de edição: 2008 Livro disponível para entrega Este livro revela-nos um mapa sociológico completo. Comércio e cultura encontram-se para unir os processos econômicos ao pensamento de uma época, para criar a harmonia entre o amor ao mundo e o amor a Deus, para unir a ação à contemplação. O mercador é um geógrafo porque viaja. É um homem de família porque aprecia o convívio entre os seus. É um sonhador porque lê com avidez o romance cavalheiresco. É um jurista e, ao mesmo tempo, um homem com um destino político situado no meio de dois mundos distintos. O mercador expressa a realidade econômica e cultural do Mediterrâneo. No final da Idade Média, o mercador barcelonês penetra no mundo dos investimentos não comerciais. É um sintoma da mutação dos valores e da crise social do mercantil, de evidentes conseqüências. Compra e vende mercadorias e especula com seus ganhos, mas não pensa em um mundo global e, por esta razão, não é capaz de se imaginar no contexto de um sistema imperial na Europa do futuro. Seria preciso esperar o século XIX para que o mercador barcelonês, já convertido em empresário, compreendesse a dimensão geográfica, econômica e mental do mundo. É possível que a levedura que faz crescer a massa de uma mentalidade mais aberta ao Novo Mundo seja, precisamente, esse sentido próprio do mar, ou o sentido próprio da cidade, ou ainda a estrutura social a que pertence. Este livro nos revela a força de um personagem medieval que procura situar-se no contexto da modernidade. Clique aqui para ver o sumário.
"Weischedel fez a surpreendente descoberta de que o caminho para a compreensão dos grandes filosofos é mais simples e direto quando se dá pela escada dos fundos, passando pela cozinha e pelos fundos dos quartos, do que por meio de grossos calhamaços ou de escrupulosas interpretações de suas obras." Clique aqui para ver o índice.
Este novo livro de Jaume Aurell é imprescindível para os estudiosos da História. O autor expõe todas as correntes historiográficas desde finais do século XIX até o presente, explica o seu método e apresenta seus protagonistas. Do que se trata? Ele explica que a historiografia começa com as obras pioneiras de Eduard Fueter e Herbert Butterfield. Em pleno século XX a história passa por uma transformação, e evolui desde os limites impostos pela disciplina até uma reflexão teórica interdisciplinar, apoiada no estudo das epistemologias e nas correntes intelectuais. Surge o resultado de um estudo cada vez mais sutil da história, porque os historiadores refletem sobre o contexto social, institucional e político. Foram os historiadores Georg G. Iggers, alemão, juntamente com o francês Charles O. Carbonell, os que deram esse impulso. Já o ponto de partida do pós-modernismo historiográfico é o livro que Hayden V. White publica em 1973, Meta-história. A imaginação histórica na Europa do século XIX. Trata-se, ao mesmo tempo, de um estudo da história intelectual; de um estudo de historiografia, cuja fonte principal são os textos históricos do século XX; e de um objeto historiográfico em si mesmo considerado. No panorama historiográfico atual crescem os debates sobre o relativismo histórico. Por exemplo, Claude Lévi-Strauss e Karl Popper consideraram que a história nunca é totalmente objetiva porque cada historiador possui um ponto de vista, e sua obra tem validade somente no tempo e para a cultura onde foi articulada. Para Jaume Aurell as coisas não são tão simples assim. Evidentemente, cada escola reflete a tradição e as condições culturais que a envolvem. O que ele não está de acordo é que o entorno seja o fator determinante do relato histórico. Entre o texto e o contexto existe uma relação de complementaridade, o que faz com que o texto adequadamente tratado afirme-se como instrumento irrenunciável para alcançar o conhecimento objetivo da história. Clique aqui para ler mais.
A Fé Islâmica, escrito por M. Fethullah Gülen, que se formou junto de alguns dos mais ilustres eruditos muçulmanos e mestres espirituais, dedicando-se ao estudo das ciências religiosas. Clique aqui para saber mais sobre o livro e o autor.
Livro A FILOSOFIA MEDIEVAL de Josep - Ignasi Saranyana 597 páginas Língua: Português Tradução: Fernando Salles Editora: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência "Raimundo Lúlio" (Ramon Llull) ISBN: 85-89294-09-9 Colecão: Manuais Nº da Edição: 1ª Ano de edição: 2006 Livro disponível para entrega Filosofia Medieval percorre mil anos de pensamento filosófico, desde a Idade Antiga aos albores da Modernidade. Exatamente, até a expansão do jansenismo, a revolução inglesa e o fim das guerras de religião. Tem início nas origens patrísticas da filosofia medieval e da herança clássica recebida na Idade Média. Trata das grandes sínteses elaboradas por filósofos cristãos, muçulmanos e judeus, e termina na escolástica barroca, na que se produz a conjunção da segunda escolástica com os primeiros passos da física moderna. O autor oferece, além dos temas habituais, o desenvolvimento da filosofia política medieval, a evolução do imaginário feminino e a repercussão da filosofia nas idéias econômicas. Clique aqui para ver o índice.
Este livro é uma nova edição da célebre homilia pronunciada por São Josemaria Escrivá no campus da Universidade de Navarra. Na presente edição, a homilia é precedida de um Prólogo que mons. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei, teve a delicadeza de escrever para esta edição comemorativa e que lhe agradecemos vivamente. Depois da homilia, incluímos o texto de uma conferência pronunciada pelo prof. Pedro Rodríguez em 2003 na Universidade de Navarra e que constitui um estudo analítico da homilia e um guia para a sua leitura atual. Clique aqui para ver o índice.
LIVRO AS NOVAS FRONTEIRAS DA IDENTIDADE de Joan Maria Pujals 169 páginas Língua: Português Tradução: Sérgio A. P. do Amaral Editora: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência "Raimundo Lúlio" (Ramon Llull) ISBN: 978-85-89294-12-6 Colecão: Catalunha Nº da Edição: 1ª Ano de edição: 2008 Livro disponível para entrega A força integradora da identidade brasileira, não surge de um conteúdo ideológico, que se possa aceitar ou rejeitar, mas em boa parte do uso de um mesmo idioma nacional, com escassas variantes regionais. Todavia, nossa identidade não deixa de ser algo problemática se considerarmos a história, as diferentes condições econômicas e os folclores característicos de cada região. Se acrescentarmos as sucessivas imigrações que recebemos, descobriremos que no Brasil existem diversas identidades ainda em formação. Tomando como exemplo o caso dos povos catalães, o autor nos oferece uma lição magistral sobre como é possível a coexistência das partes dentro de um todo, nestes tempos de globalização onde as fronteiras político-administrativas estão desmantelando-se enquanto se fortalecem as fronteiras das identidades, dos valores e das atitudes. As culturas perduram. Clique aqui para ver o prefácio.